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Como ler livros digitais emprestados pela biblioteca pública

A biblioteca municipal já empresta livros que cabem num bolso: a BiblioLED disponibiliza livros digitais e audiolivros gratuitos a quem está inscrito na rede pública. Do registo ao primeiro empréstimo, eis o essencial.

Redação do Fólio Aberto
Dispositivo de leitura digital sobre uma mesa de biblioteca, junto a um cartão de leitor.
Dispositivo de leitura digital sobre uma mesa de biblioteca, junto a um cartão de leitor. Ilustração editorial gerada para a revista.

Sim — a biblioteca pública portuguesa já empresta livros digitais, e o serviço tem nome próprio: BiblioLED, a Biblioteca Pública de Leitura e Empréstimo Digital. Quem está inscrito numa biblioteca municipal aderente pode requisitar gratuitamente livros digitais e audiolivros e lê-los no telemóvel, no tablet, no computador ou num e-reader, a qualquer hora e em qualquer lugar. Este guia resume o funcionamento do serviço tal como a própria BiblioLED o apresenta na sua página oficial e integra a rubrica Bibliotecas desta revista.

O que é a BiblioLED?

A BiblioLED é um serviço público de empréstimo gratuito de livros digitais e audiolivros, promovido e administrado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) e gerido pelas Redes Intermunicipais e Metropolitanas de Bibliotecas Públicas aderentes. O catálogo junta uma coleção nacional, comum a todas as bibliotecas aderentes da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP), e 25 coleções regionais acessíveis apenas em cada rede — por isso os títulos disponíveis podem variar consoante a rede a que a sua biblioteca pertence. A seleção abrange ficção e não ficção para crianças, jovens e adultos, maioritariamente em língua portuguesa. Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o serviço foi pensado para fomentar os hábitos de leitura e a literacia digital, em complemento do empréstimo presencial — uma relação a que voltamos em A biblioteca pública e a biblioteca de casa.

O que precisa para começar?

Quatro condições, nenhuma complicada:

  • Estar inscrito numa das mais de 400 bibliotecas municipais aderentes da RNBP — a inscrição numa biblioteca pública é gratuita, e por isso a utilização da BiblioLED também não tem custos para o utilizador.
  • Ter um endereço de correio eletrónico ativo.
  • Dispor de um equipamento de leitura compatível: computador, tablet, telemóvel ou leitor de livros digitais (e-reader).
  • Ter acesso à Internet para fazer o empréstimo — depois de realizado, lê-se e ouve-se sem ligação.

A inscrição na biblioteca faz-se presencialmente, na localidade onde vive; criado esse vínculo, o registo na BiblioLED faz-se em linha. Em caso de dúvida sobre o serviço ou as condições de utilização, a própria BiblioLED remete para os seus tutoriais e para a biblioteca municipal do utente.

Empréstimos, reservas e devoluções: como funcionam

O empréstimo faz-se com um clique sobre o título e, antes de confirmar, pode usar a pré-visualização para avaliar o interesse do conteúdo. Em simultâneo, cada utilizador pode ter emprestados 3 livros digitais e 2 audiolivros, por um período que, por regra, é de 21 dias. Se o título que procura já estiver emprestado, pode reservá-lo — até 2 livros digitais e 1 audiolivro em espera — e é avisado por correio eletrónico quando ficar disponível. As devoluções são automáticas no fim do período estipulado: o título deixa de estar disponível sem que precise de fazer nada, pelo que não há prazos esquecidos. E se terminar a leitura antes do fim, pode devolver antecipadamente a qualquer momento — o exemplar digital fica livre para o leitor seguinte.

Onde ler: no browser, na aplicação ou num e-reader

Há duas portas de entrada compatíveis e sincronizadas. No sítio web, indica-se o nome do município da biblioteca onde está inscrito para descobrir a respetiva Rede Intermunicipal ou Metropolitana e iniciar sessão; na aplicação móvel BiblioLED — disponível na App Store, para iOS, e no Google Play, para Android — adiciona-se a rede de bibliotecas na secção «Catálogos». O acesso faz-se com o identificador e a palavra-passe criados no registo, ou através do Cartão de Cidadão ou da Chave Móvel Digital; empréstimos, devoluções e reservas acompanham a mesma conta entre diferentes dispositivos e browsers.

Com ligação à Internet, lê-se diretamente no browser ou na aplicação, escolhendo a opção «Ler online». Sem ligação, há três caminhos: no computador, instala-se o Thorium Reader, software livre de download gratuito; nos equipamentos móveis, basta a aplicação; num leitor dedicado, é preciso um e-reader compatível com DRM da Adobe ou com Thorium. Um aviso que evita compras enganadas: o Kindle não é compatível com a BiblioLED, devido às restrições impostas pela Amazon — quem tem um lê no telemóvel ou no tablet.

O ecrã adapta-se aos seus olhos?

Na maioria dos livros digitais, sim — e é uma das vantagens discretas do formato. É possível modificar o tipo e o tamanho da letra, o espaçamento entre linhas e a cor do fundo, ajustando a página a cada leitor e a cada momento do dia. Também se pode sublinhar texto, criar notas e exportá-las para uso posterior — o que aproxima o ebook do caderno de quem gosta de registar o que lê.

O primeiro passo é presencial

Há um único momento presencial em todo o processo, e é o primeiro: a inscrição numa biblioteca municipal aderente da RNBP, gratuita e sem custos de utilização depois. Aproveite a próxima passagem pela biblioteca da sua área: pergunte se integra a rede BiblioLED, faça a inscrição e regresse a casa com o essencial resolvido. À noite, crie o registo em linha, adicione a sua rede na aplicação e escolha o primeiro título do catálogo — se começar a ler ainda nesse dia, o balcão da biblioteca já estendeu as suas prateleiras até ao seu bolso.

Fontes e leitura complementar

Atualizado em .

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